O cigarro eletrônico também faz mal para saúde.

Em um seminário promovido pelo jornal Folha de São Paulo no último dia 23 de agosto especialistas discutiram – e divergiram – quanto ao impacto do cigarro eletrônico na saúde.

 

Não é difícil encontrar na internet notícias pró e contra, que utilizam os mais diversos argumentos para defender seus pontos-de-vista.

 

Mas o que diz a ciência?

 

Para começo de conversa, você sabe exatamente o que são cigarros eletrônicos?

 

De acordo com definição do National Institute on Drug Abuse (NIDA), entidade ligada ao departamento de saúde do governo norte-americano, cigarros eletrônicos são dispositivos operados por bateria, usados para inalar um aerossol, que quase sempre contém nicotina, aromas e outros produtos químicos. Na maioria dos cigarros eletrônicos o ato de fumar ativa o dispositivo de aquecimento, que vaporiza então o líquido no cartucho.

 

Para entender os potenciais efeitos a saúde destes produtos, Drops consultou os principais órgãos e entidades de saúde e encontrou as seguintes informações:

 

No Brasil, apesar de não ser difícil encontrar ofertas deste tipo de produto sendo oferecidos pela internet, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe sua comercialização e justifica tal decisão afirmando que não existem dados científicos que comprovem a eficiência, a eficácia e a segurança no uso e manuseio de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar.

 

O Centers for Control and Disease Prevention (CDC), entidade vinculada ao governo norte americano, afirma em seu site que apesar dos cigarros eletrônicos terem o potencial de beneficiar os fumantes adultos, ​​como um substituto completo para cigarros regulares, isto não significa que são seguros, uma vez que possuem componentes comprovadamente viciantes e prejudiciais para a saúde. A entidade diz ainda que pesquisas adicionais poderão ajudar a compreender os efeitos a longo prazo destes produtos sobre a saúde dos usuários.  Posição semelhante e compartilhada pelo National Institute on Drug Abuse (NIDA).

 

Por sua vez um relatório de 2014 da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a maioria dos dispositivos eletrônicos de fumo não foi testada por cientistas independentes, mas que os dados disponíveis revelam grandes variações na natureza da toxicidade dos produtos químicos exalados. O relatório também identifica e descreve detalhadamente aqueles que considera os principais perigos para a saúde relacionados com os cigarros eletrônicos. Por fim, o documento conclui que as evidências existentes mostram que os cigarros eletrônicos, apesar de produzirem menor exposição a substâncias tóxicas do que cigarros convencionais, “não são meramente vapor de água (…) e seu uso representa ameaças graves para adolescentes e fetos”.

 

A informação científica disponível atualmente indica que estes produtos são menos prejudiciais do que aqueles convencionais. No entanto ela também mostra que seu consumo não é isento de danos à saúde. Desta forma, Drops classifica a afirmação de que cigarros eletrônicos fazem mal à saúde como VERDADEIRA.

 

 

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