Alguns protetores solares podem aumentar o risco de câncer de pele?

Com o calor do verão, cresce a preocupação com a exposição aos raios solares. Seja na praia ou na piscina, somos sempre lembrados de fugir do sol nas horas mais quentes do dia, cobrir o corpo e passar muito protetor solar.

Entretanto, será que os filtros solares são totalmente seguros? Uma reportagem da Revista Galileu sugere que o palmitato de retinila, um componente frequentemente encontrado nos protetores, pode aumentar a chance de câncer de pele ao invés de prevenir a doença.

Será que é verdade? A Drops conferiu.

Afirmação: Alguns protetores solares podem acelerar o câncer.

Checagem: INSUSTENTÁVEL


Contexto:

A vitamina A é um nutriente essencial para a saúde humana. Já o palmitato de retinila é uma forma de armazenamento da vitamina A que ocorre naturalmente na pele e que é muitas vezes adicionada em pequenas quantidades ems cosméticos e filtros solares para auxiliar na prevenção do envelhecimento precoce da pele. No Brasil o uso do palmitato de retinila nos filtros solares é regulado pela Anvisa e está aprovado em concentrações adequadas.  O mesmo ocorre nos Estados Unidos e na Europa.

Em 2010, a ONG norte-americana Environmental Working Group (EWG) publicou um relatório questionando a segurança do uso do palmitato de retinila em formulações de protetores solares.  Este documento dizia que “esta forma da vitamina A poderia aumentar o risco de desenvolver câncer de pele”. Desde então, essa informação tem se propagado em outros meios, como por exemplo aqui e aqui.

Será então que usar protetores solares com palmitato de retinila é mesmo seguro?

 

O que diz a ciência:

Segundo uma análise publicada na revista da Academia Americana de Dermatologia,  a controvérsia começou com alguns estudos que indicaram que o composto poderia gerar radicais livres quando exposto aos raios UV. Por sua vez, a formação de radicais livres poderia danificar o DNA das células da pele, aumentando o risco de mutações que podem causar câncer.

A divulgação destes dados fez com que a agência americana FDA (Food and Drug Administration), através de Programa Nacional de Toxicologia, conduzisse estudos sobre o assunto. Apesar de alguns dados que associam o palmitato de retinila ao câncer, esta pesquisa não encontrou uma relação direta de causa e feito entre o uso dos cremes com e o câncer de pele. O fato é: nenhum estudo mostra que o ingrediente pode aumentar o risco de câncer de pele em humanos.

Além disso, uma forma de Vitamina A similar ao palmitato de retinila, os retinóis têm sido usados por décadas para prevenir câncer de pele em pessoas com alto risco de desenvolver a doença, segundo a Academia Americana de Dermatologia.

Checagem: O uso de protetor solar é considerado seguro e é fortemente recomendado pelas principais sociedades de dermatologia no Brasil e do mundo. A Drops constatou que não existem evidências científicas confiáveis de que de protetores solares com palmitato de retinila aumentem a chance de desenvolver câncer de pele.

 

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