Anvisa proíbe temporariamente a venda de produtos com a planta ‘moringa oleifera’.

QUEM DISSE?  ANVISA

QUANDO DISSE? 04/06/2019

 O QUE DISSE? “Anvisa proíbe temporariamente a venda de produtos com a planta ‘moringa oleifera. Anvisa diz que não há comprovação de segurança do uso dessa espécie em alimentos. ” 


 

CONTEXTO

Se você passa algum tempo nas mídias sociais, você deve ter notado um novo superalimento aparecendo no seu feed: a Moringa oleífera, o mais recente suplemento alimentar natural que supostamente cura muitos problemas de saúde bastante comuns.

Porém, nos últimos dias, o que chamou a atenção foi a notícia de que a Anvisa proibiu, na última terça-feira (4/6), a fabricação, a importação, a comercialização, a propaganda e a distribuição de todos os alimentos que contenham Moringa oleifera. A medida abrange tanto alimentos que contenham a Moringa oleífera como constituinte, em quaisquer formas de apresentação, como chá, cápsulas etc., quanto o próprio insumo. 

Segundo a agência, a medida foi motivada pelo fato de não haver avaliação e comprovação de segurança do uso da espécie Moringa oleífera em alimentos. Além disso, foi constatado que há inúmeros produtos denominados e/ou constituídos de Moringa oleífera, que vêm sendo irregularmente comercializados e divulgados, com diversas alegações terapêuticas não permitidas para alimentos, como por exemplo: cura de câncer, tratamento de diabetes e de doenças cardiovasculares, entre muitas outras”.

 

O QUE DIZ A CIÊNCIA

A FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) descreve a Moringa como um “gênero de arbustos e árvores com usos múltiplos. Todas as partes da árvore – casca, vagens, folhas, nozes, sementes, tubérculos, raízes e flores – são comestíveis”. Além disso, a entidade afirma que s folhas são ricas em proteínas, vitaminas A, B e C e que os produtos à base de moringa possuem propriedades antibióticas, antitrypanosomal, hipotensivas, antiespasmódicas, antiulcerosas, antiinflamatórias, hipocolesterolêmicas e hipoglicêmicas. A FAO classifica a Moringa como uma cultura tradicional de alguns países e apenas descreve os seus usos populares.

Seguindo sua metodologia usual de checagem, a DROPS buscou a posição oficial das principais entidades internacionais de saúde acerca da segurança e eficácia da Moringa oleífera. Entretanto, com exceção da FAO, não foram encontrados nos sites da WHO (World Health Organization), CDC (Centers for Disease Control and Prevention), FDA (Food and Drug Administration), EFSA (European Food Safety Authority), MHRA (Medicines and Healthcare products Reglatory Agency) e Health Canada dados específicos sobre a utilização da Moringa como alimento ou suplemento alimentar.

Ao analisar também estudos científicos, como por exemplo este e este, sobre a Moringa oleífera, o que se constata é que embora existam algumas pesquisas buscando comprovar os benefícios da planta, estas evidências são baseadas em estudos realizados apenas com animais, uma vez que os estudos com humanos são poucos e pequenos.

Vale salientar ainda que, como mencionado pela Mayo Clinic, suplementos de ervas geralmente não são submetidos ao mesmo escrutínio científico e não são tão rigorosamente regulamentados como os medicamentos. No entanto, todas as ervas – incluindo suplementos fitoterápicos rotulados como “naturais” – podem ter efeitos semelhantes aos dos medicamentos. Qualquer coisa forte o suficiente para produzir um efeito positivo, como redução dos níveis de colesterol  ou melhora do humor, também é forte o suficiente para produzir riscos.

 

CHECAGEM

DROPS checou e confirmou que a notícia do G1 que traz no título a frase “Anvisa proíbe temporariamente a venda de produtos com a planta ‘moringa oleífera. Anvisa diz que hão há comprovação de segurança do uso dessa espécie em alimentos. ” é VERDADEIRA.

A agência reguladora brasileira realmente se posicionou desta forma e sua justificativa foi confirmada na busca que fizemos. O resultado confirma a ausência de  evidências científicas que sustentem as alegadas propriedades e a segurança da Moringa.

 

Por: Maria Vitoria Zambrone

06/06/2019

 

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