É melhor ser imunizado pela própria doença do que pela vacina?

Quando os germes da doença entram em seu corpo, seu sistema imunológico começa a trabalhar.  Mas será que este trabalho acontece da mesma forma se o contato com a doença for através dela própria ou dos antígenos presentes em uma vacina?

O site UOL fez uma reportagem sobre o crescimento do movimento anti-vacinas no Brasil. Em uma entrevista mencionada na matéria, uma mãe adepta do movimento justifica suas escolha afirmando que “vacinas atrapalham a imunização natural”.

Drops resolveu então checar sobre o assunto:

Afirmação: É melhor ser imunizado pela própria doença do que pela vacina
Checagem: Falso

O QUE DIZ A CIÊNCIA:

As vacinas interagem com o sistema imunológico para produzir uma resposta semelhante àquela produzida pela infecção natural mas fazem isso sem causar a doença em si ou colocar a pessoa imunizada em risco. Ou seja, as vacinas permitem que se crie imunidade em um ambiente seguro e controlado.

Quando a imunidade é adquirida apenas por meio de uma infecção natural existe a possibilidade de que ocorram algumas consequências graves para a saúde, como exemplifica o Ministério da Saúde brasileiro ao citar os possíveis defeitos congênitos decorrentes da rubéola (doença que pode ser prevenida através da vacinação).

Mas seriam mesmo as vacinas tão eficientes quanto a imunização natural obtida no contato com a doença?

Segundo publicação da Sociedade Brasileira de Imunizações, sim, as vacinas atuais produzem imunidade duradoura e eficiente. Em alguns casos os níveis de anticorpos são até mais elevados do que aqueles produzidos pela própria doença, como por exemplo na vacina de HPV. Para os demais casos, os esquemas vacinais preveem mais de uma dose, o que é suficiente para reduzir a taxas muito baixas as possíveis falhas na proteção.

Em um guia elaborado pelo Center for Deseases Control and Preventiom (CDC), entidade vinculada ao Departamento de Saúde do governo norte-americano, tanto a exposição à doença como a vacinação, vão proporcionar proteção futura. A diferença é que com a vacina você não está exposto aos riscos e sintomas da doença.

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